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publicado por Lisboeta1970-, em 05.05.13 às 17:54link do post | favorito

A injustiça fiscal, é tremenda. Vamos fazer contas...

 

Um trabalhador que exerça profissão numa empresa, que seja solteiro sem dependentes, que ganhe 900 euros mensais, na práctica tem um salário líquido real de 530,15 euros, porque 11%, ou seja, 99 euros mensais para a segurança social, porque 12,5%, ou seja, 112,50 euros mensais para o IRS, porque 23%, do restante (900 - 211,50 = 688,50), ou seja, 158,35 euros mensais para o IVA, o que dá um total de taxas directas de 369,85 euros mensais. É claro, que algumas mercadorias a serem adquiridas podem ter uma taxa inferior a 23%, mas, 90% dos gastos mensais são à taxa máxima de 23%.

 

A injustiça fiscal é tremenda porque, produtos alimentares, que estejam na taxa de IVA máxima, tem a mesma taxa que objectos puramente estéticos, como uma jarra de vidro, ou uma escultura, o que é indício de uma taxa de IVA aplicada em função dos produtos mais adquiridos, e não em função de ser um luxo desnecessário.

 

A injustiça fiscal é tremenda porque, um profissional de escritório, que passa o dia a atender telefones, e a escriturar, trabalha menos que um artesão que produza cestos de vime, o qual se conseguir vender 900 euros de cestos por mês, é taxado tal como o profissional de escritório, ou seja, a fórmula do ministério das finanças é incorrecta, pois visa apenas o rendimento, e não a categoria profissional.

 

Aliás contas feitas, para Portugal estar ao nível da Europa, um trabalhador tem de ganhar cerca de dez vezes o IAS, ou seja, 419,22 x 10 = 4192,20 euros mensais, dos quais mais de metade serão retirados em taxas directas.

 

Ora se isto não é exploração e furto às carteiras dos trabalhadores, muitas vezes efectuado por aqueles que se fazem passar por pais do trabalhador, e a corja dos seus filhos e netos e bisnetos, não sei o que seja...


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